Faltou transparência: Sem muita clareza na reunião aberta realizada pela CONDICA, a conselheira tutelar “Tia Jô” foi penalizada por trinta dias de suspensão não remunerada.


Na manhã de Segunda-Feira (29) a Casa Vereador Elias Torres, em Gravatá-PE foi cenário de uma reunião realizada pelo CONDICA (Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente) onde foram apresentados os resultados finais de dois processos contra a conselheira Tutelar “Tia Jô”.
Em um dos processos, a conselheira foi absorvida por unanimidade, mas em outro, o desfecho foi o inverso. Nesse último processo, “Tia Jô” foi acusada de abusar do poder, por tomar uma decisão sem consultar os demais conselheiros gravataenses. Eliseu Vieira presidiu a reunião, que foi marcada por “pérolas” e pontos curiosos.

Por um momento, Eliseu cogitou a possibilidade das pessoas que estavam no recinto terem que se  retirar, para que decidissem “secretamente” sobre o resultado final do processo que custou a penalidade à conselheira. No mesmo instante, a insatisfação com a forma incoerente e inadequada de administrar a reunião à título “público”, foi estampada nas expressões faciais da maioria dos presentes. Neste momento o Dr. Edson sugeriu que a decisão fosse tomada de forma aberta.

Uma forte salva de palmas expressou a sede de transparência por parte dos que assistiam a reunião. De último momento, Eliseu, juntamente com outros conselheiros, finalizaram o caso entre quatro paredes, dentro do gabinete do Presidente da casa, o Vereador Pedro Martiniano.

Após meia-hora de ausência na plenária, os membros da comissão criada para analisar o caso retornaram junto à Eliseu, que informou o parecer final do processo, resultando na penalidade da conselheira, que ficará trinta dias a partir da data da reunião, sem exercer as atividades de conselheira e ser remunerada.
 A pena será de fato aplicada após a decisão do Prefeito Bruno Martiniano. Os advogados de “Tia Jô” estiveram presentes na reunião e irão recorrer à decisão.

Comentários