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O último pleito eleitoral em Chã Grande ficou marcado por diversos fatores. Quem vivenciou a mais acirrada das eleições daquela cidade, jamais esquecerá os três meses de muita agitação. De um lado, um grupo formado por grandes empresários e com o apoio incondicional do então prefeito Diogo Alexandre (PR). De outro, um candidato que tinha serviço prestado, mas sem poder financeiro para "lutar" de igual para igual com seu concorrente Queiroz de Paiva (PR).
A diferença era visível pela campanha publicitária de Queiroz de Paiva (PR) que tinha mais de uma dezena de carros de som e número superior de bandeiras e adesivos em veículos. Em meio a boatos, lutas judiciais e tentativas frustradas de impugnações, queimava silenciosa e discretamente que nem "fogo de munturo" a campanha de Daniel Alves (PP) considerado perdido pelos adversários políticos mais otimistas.
No período eleitoral, para cada dia havia uma novidade; Um aliado que virou de partido, um candidato que abriu mão de sua campanha, os movimentos partidários que arrastavam multidões... E nos dias de passeata o comentário dos quatro cantos da cidade era um só: quantos minutos deu a passeata! Haviam também os episódios noturnos do jogo sujo. Pessoas conhecidas se vestiam de preto ou cor escura, alguns usavam até toca-ninja para esconder o rosto e poderem praticar crimes nas caladas da noite. A movimentação silenciosa resultava em compra de votos e depredação de banners.
Cada comício realizado era combustível para a chama política arder ainda mais na cidade. Nas redes sociais as pessoas trocavam críticas, escudavam seus candidatos e até abriam mão de amizades por diferenças políticas. Haviam os mais afoitos que faziam tudo para mostrar que defendiam com unhas e dentes sua ideologia partidária. Difamação e calúnia "chovia" no facebook. Histórias para desonrar candidatos eram criadas diariamente. Daniel Alves (PP) mostrou o quanto um homem público pode suportar para alcançar seu objetivo. Constantemente sendo acusado de roubo e "ficha-suja", ele não desanimou e em todos os processos que lhe acusaram, saiu como vencedor em todas as instâncias cabíveis.
Na reta final, a campanha de Daniel se fortalecera ainda mais. A massa popular presente em seus movimentos agitava a cidade com gritos, com chacoalhar de bandeiras e o ritmo frenético dos jingles que embalavam a volta do ex-prefeito na disputa pela prefeitura. Um verdadeiro "mar vermelho" composto por mentes diferentes, personalidades únicas e classes sociais diversas se unificava formando em uma só voz o grito que estremecia a cidade; a multidão bramava euforicamente o coro que jamais será esquecido: O PAPAI CHEGOU!
Visivelmente abalado pelo ritmo intenso da campanha, Daniel Alves (PP) desaparecia dentro de suas roupas, mas aparecia crescendo continuamente na preferência de eleitores da Zona Rural e Urbana. No dia da eleição, uma forte estratégia de marketing foi adotada pelo grupo de Queiroz de Paiva (PP). Quem saia nas ruas desde cedo, percebia a superioridade na divulgação do 22, legenda que representava o candidato de Diogo. Nas filas de votação, o quadro já não era o mesmo. Falava-se mais em Daniel. Pelas ruas, simpatizantes eufóricos vibravam antecipadamente a vitória de Queiroz.
Ao final da tarde, um grande aglomerado de pessoas faziam o chão tremer em frente a prefeitura. Do outro lado, vestidos também de vermelho, eleitores de Daniel demonstravam insegurança e receio, mas não arredaram o pé da frente da igreja matriz da cidade. O estrondar dos fogos se misturavam com sorrisos, gritos de felicidade, abraços e também com choro e desânimo de alguns eleitores que previam a derrota de Daniel nas eleições.
A polícia Militar, em forma de corrente, dividia a cidade nas proximidades do relógio da praça. O carro de som estava ligado em alto e bom som, pronto para anunciar a abertura das urnas. Os eleitores de Queiroz faziam a festa. Muitos eleitores de Daniel já haviam indo embora. Os minutos que antecederam a abertura da primeira urna, certamente foi tempo suficiente pra passar um filme na cabeça de cada um que ali estavam.
A volta para a realidade aconteceu quando o locutor informou que a primeira urna havia sido aberta e todos silenciaram esperando pelo resultado que encerraria o tão competido período das eleições. Quando o locutor informou os votos contabilizados, gritos de alegria quebrou o silêncio do suspense. Braços erguidos e joelhos no chão foi a reação de muita gente, que com lágrimas rolando na face, cantaram a tradicional música das campanhas de Daniel: "Tá na boca do povo... Daniel, Daniel de novo". Daniel foi eleito prefeito de Chã Grande pela terceira vez com 7.271 votos. Já seu concorrente, Queiroz de Paiva, obteve 6.469.
Relembre alguns momentos da campanha eleitoral 2012 em chã Grande:
Comícios de Daniel
Comícios de Queiroz de Paiva:
Fotos: Chã Grande News, Marcio Santos e Portal do interior.
No período eleitoral, para cada dia havia uma novidade; Um aliado que virou de partido, um candidato que abriu mão de sua campanha, os movimentos partidários que arrastavam multidões... E nos dias de passeata o comentário dos quatro cantos da cidade era um só: quantos minutos deu a passeata! Haviam também os episódios noturnos do jogo sujo. Pessoas conhecidas se vestiam de preto ou cor escura, alguns usavam até toca-ninja para esconder o rosto e poderem praticar crimes nas caladas da noite. A movimentação silenciosa resultava em compra de votos e depredação de banners.
Cada comício realizado era combustível para a chama política arder ainda mais na cidade. Nas redes sociais as pessoas trocavam críticas, escudavam seus candidatos e até abriam mão de amizades por diferenças políticas. Haviam os mais afoitos que faziam tudo para mostrar que defendiam com unhas e dentes sua ideologia partidária. Difamação e calúnia "chovia" no facebook. Histórias para desonrar candidatos eram criadas diariamente. Daniel Alves (PP) mostrou o quanto um homem público pode suportar para alcançar seu objetivo. Constantemente sendo acusado de roubo e "ficha-suja", ele não desanimou e em todos os processos que lhe acusaram, saiu como vencedor em todas as instâncias cabíveis.
Na reta final, a campanha de Daniel se fortalecera ainda mais. A massa popular presente em seus movimentos agitava a cidade com gritos, com chacoalhar de bandeiras e o ritmo frenético dos jingles que embalavam a volta do ex-prefeito na disputa pela prefeitura. Um verdadeiro "mar vermelho" composto por mentes diferentes, personalidades únicas e classes sociais diversas se unificava formando em uma só voz o grito que estremecia a cidade; a multidão bramava euforicamente o coro que jamais será esquecido: O PAPAI CHEGOU!
Visivelmente abalado pelo ritmo intenso da campanha, Daniel Alves (PP) desaparecia dentro de suas roupas, mas aparecia crescendo continuamente na preferência de eleitores da Zona Rural e Urbana. No dia da eleição, uma forte estratégia de marketing foi adotada pelo grupo de Queiroz de Paiva (PP). Quem saia nas ruas desde cedo, percebia a superioridade na divulgação do 22, legenda que representava o candidato de Diogo. Nas filas de votação, o quadro já não era o mesmo. Falava-se mais em Daniel. Pelas ruas, simpatizantes eufóricos vibravam antecipadamente a vitória de Queiroz.
Ao final da tarde, um grande aglomerado de pessoas faziam o chão tremer em frente a prefeitura. Do outro lado, vestidos também de vermelho, eleitores de Daniel demonstravam insegurança e receio, mas não arredaram o pé da frente da igreja matriz da cidade. O estrondar dos fogos se misturavam com sorrisos, gritos de felicidade, abraços e também com choro e desânimo de alguns eleitores que previam a derrota de Daniel nas eleições.
A polícia Militar, em forma de corrente, dividia a cidade nas proximidades do relógio da praça. O carro de som estava ligado em alto e bom som, pronto para anunciar a abertura das urnas. Os eleitores de Queiroz faziam a festa. Muitos eleitores de Daniel já haviam indo embora. Os minutos que antecederam a abertura da primeira urna, certamente foi tempo suficiente pra passar um filme na cabeça de cada um que ali estavam.
A volta para a realidade aconteceu quando o locutor informou que a primeira urna havia sido aberta e todos silenciaram esperando pelo resultado que encerraria o tão competido período das eleições. Quando o locutor informou os votos contabilizados, gritos de alegria quebrou o silêncio do suspense. Braços erguidos e joelhos no chão foi a reação de muita gente, que com lágrimas rolando na face, cantaram a tradicional música das campanhas de Daniel: "Tá na boca do povo... Daniel, Daniel de novo". Daniel foi eleito prefeito de Chã Grande pela terceira vez com 7.271 votos. Já seu concorrente, Queiroz de Paiva, obteve 6.469.
Relembre alguns momentos da campanha eleitoral 2012 em chã Grande:
Comícios de Daniel
Comícios de Queiroz de Paiva:
Fotos: Chã Grande News, Marcio Santos e Portal do interior.
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