Servidores de Salgueiro cruzam os braços contra prefeito



Servidores da Prefeitura de Salgueiro vinculados às áreas de educação, saúde e serviços gerais realizam nesta terça-feira (30) uma paralisação para reivindicar direitos adquiridos ao longo de vários anos. Liderado pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Salgueiro (Sisemsal), o protesto teve início por volta das 8h30, com concentração em frente à sede do sindicato.
 
De acordo com a presidente do Sisemsal, Edvane Teixeira, alguns servidores não aderiram ao movimento porque sofreram represálias. Os que participam tiveram pontos cortados, alguns, desde ontem. “Nós temos um decreto que o prefeito baixou, com contenção de despesas, e nesse decreto ele diz que tudo que altera a folha está suspenso no município. [...] Mas o que é lei ele não pode suspender. Ele suspendeu justamente o que é lei”, reclamou Edvane.

“Quando mexe no bolso do servidor, quem é que não grita? A maioria dos servidores do município recebe um salário mínimo”, completou a presidente do Sisemsal, sugerindo ao prefeito Marcones Libório (PSB) que “corte os cargos comissionados em 20% para depois atingir os efetivos”.

Os funcionários cobram direitos como isonomia salarial; lei de produtividade; titulação e enquadramento por tempo de serviço dos professores; cumprimento do PCCR da saúde; pagamento do PMAQ; equipamentos de trabalho adequados para os auxiliares de serviços gerais; um terço das férias e licença prêmio, entre outros.

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