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O ex-presidente da
República e senador Fernando Collor (PTB-AL) rebateu, nesta quinta-feira
15, notícia publicada pela Folha de S. Paulo que apontava que ele pode
ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo
Tribunal Federal (STF) por envolvimento com o doleiro Alberto Youssef,
investigado na Lava Jato.
Nesta quinta, o
colunista político Bernardo Mello Franco, em um artigo chamado "De novo
elle", afirmou que "a volta de Fernando Collor ao noticiário de
escândalos mostra que o país evoluiu menos que o desejável desde 1992,
quando ele foi enxotado do Planalto". Franco diz que "a Polícia Federal
já identificou oito depósitos do doleiro Alberto Youssef em uma das
contas dele".
Em nota, Collor
diz que Franco requenta "ladainha do passado" e ainda "omite dos
leitores da Folha fatos essenciais", como o de que ele foi inocentado no
"turbilhão denuncista" que levou à sua cassação. "Não contente, o
senhor Franco avança e também tenta me vincular à "Lava Jato" e ao
doleiro. O desfecho das investigações haverá também de sepultar essa
obsessiva associação feita por certos segmentos da imprensa", diz
Collor.
Leia abaixo a íntegra da nota:
SENADOR COLLOR REAGE A ATAQUES E ENVIA RESPOSTA À FOLHA DE S. PAULO
"Lamento
constatar que o senhor Franco ocupa a página de opinião desse Jornal
para rabiscar adjetivos que tentam atingir minha conduta de homem
público. Ao requentar a ladainha do passado, ele vai adejando distante
da verdade e omitindo para os leitores da Folha fatos essenciais: o
turbilhão denuncista, que levou à minha cassação política, foi demolido
em dois julgamentos realizados pelo STF. Ambos me inocentaram. Não
contente, o senhor Franco avança e também tenta me vincular à "Lava
Jato" e ao doleiro. O desfecho das investigações haverá também de
sepultar essa obsessiva associação feita por certos segmentos da
imprensa. E aqui reafirmo: jamais mantive qualquer relação pessoal,
política ou empresarial com esse doleiro, razão pela qual destaco
afirmações já feitas pelo juiz Sérgio Moro e pelo próprio ministro Teori
Zavascki, segundo as quais não sou investigado pela dita Operação. Eis o
motivo que me levou, já em março do ano passado, a discursar na tribuna
do Senado e clamar pela verdade. É em nome dela que reivindico à Folha
este registro" (Do Portal Alagoas 247)
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