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A Segunda Câmara do TCE emitiu parecer
prévio recomendando ao Legislativo de Pombos a rejeição das contas de
Governo do município, relativas ao exercício financeiro de 2012. A
prefeita, à época, foi Cleide Jane Sudário (Jane
Povão).
O relator do processo, que teve seu voto aprovado pela
unanimidade dos membros da Câmara de julgamento, foi o auditor
substituto Luiz Arcoverde Filho.
De acordo com o voto da relatoria, processo TC n° 1340274-2,
as principais transgressões cometidas, no exercício, relativamente aos
tópicos de contas de governo, foram a extrapolação dos limites com
gastos de pessoal e o não devido ajuste aos limites legais,
estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Nos três
quadrimestres de 2012, a Prefeitura comprometeu 57,98%, 69,73% e 55,85%
da Receita Corrente Líquida do município com tais despesas. A LRF
determina que o comprometimento máximo seja de 54%.
Relativamente à Previdência Municipal, foi recolhida a menor ao
Regime Próprio de Previdência Social a quantia de R$ 2.001.338,22 e ao
Regime Geral de Previdência Social foi recolhido a menor o total de R$
44.459,11. Tal fato repercutiu diretamente no equilíbrio das contas do
exercício, uma vez que aumentou o passivo do município, além de
comprometer as gestões futuras.
Além disso, foi apontado no voto a baixa arrecadação dos tributos
municipais; grave situação financeira do município ao final do
exercício; não atendimento das exigências da Política Nacional de
Resíduos Sólidos, impossibilitando ao município de Pombos de receber
recursos provenientes do ICMS socioambiental; não realização de
audiências públicas durante o processo de elaboração e discussão dos
planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos; ausência de sítio
eletrônico oficial da internet, descumprindo a Lei 12.527/2011 (Lei de
Acesso à informação); e não remessa e atrasos no envio das informações
do Sagres (sistema do TCE).
O Ministério Público de Contas esteve
representado, na sessão de julgamento, pelo procurador Ricardo
Alexandre. A sessão da Segunda Câmara foi dirigida por sua presidente,
conselheira Teresa Duere.
Com informações do TCE.
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