- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Ter dinheiro em caixa suficiente para
arcar com todas as despesas pode ser algo visto de forma muito positiva
para todos os administradores. Em Gravatá, isso não representa apenas o
tão desejado “saldo positivo” que os gestores tanto almejam… Pelo menos
na prefeitura! É que na cidade serrana, localizada há 84 km do Recife,
ter saldo em conta está significando impossibilidade. Estranho, mas é a realidade que vivencia o município do Agreste pernambucano.
A LDO de Gravatá – Lei de Diretrizes
Orçamentária – não foi aprovada pela Câmara de vereadores. A votação
teria acontecido ainda no ano passado e o orçamento vigoraria este ano. A
princípio, alguns legisladores oposicionistas ao Prefeito Bruno
Martiniano (PTB), chegaram a afirmar que em virtude da não aprovação da
LDO para 2015 o Poder Executivo trabalharia com o mesmo orçamento de
2014.
Se o congelamento da receita municipal
já não havia soado bem aos ouvidos dos que fazem a administração de
Gravatá, imagine como ficaram ao saber que sem orçamento aprovado,
Prefeitura e Câmara ficam impossibilitadas de gastar qualquer centavo!
Ainda se pudesse operar com o orçamento de 2014 o Poder Executivo
passaria por maus bocados, afinal, houve reajuste no piso salarial dos
professores, salário mínimo, agentes de endemias tiveram aumento
salarial aprovado… Já seria bem complicado!
Para entender melhor o assunto, o
orçamento encaminhado à Câmara pela prefeitura, previa um teto de
aproximadamente quatro milhões a mais que o aprovado em 2013 e vigorado
em 2014. No total, 200 milhões de reais seria a previsão de custos do
Poder Executivo durante o ano vigente.
Sem poder pagar funcionários e
fornecedores desde o dia 1° de Janeiro, um pedido de crédito especial
foi encaminhado à Câmara na última Quinta-feira (22). Segundo o Vereador
Léo Giestosa (PTC) os parlamentares de oposição queriam que o poder
executivo ficasse subordinado à Câmara. Dessa forma, todos os meses, o
prefeito teria que encaminhar pedido de crédito especial para ser votado
pelos vereadores.
Dinheiro, tem! Tanto na conta da
Prefeitura quanto na da Câmara, mas falta a legalidade para a saída
desses recursos. Até que o impasse possa ser resolvido, o prefeito juntamente com os secretários, vereadores, funcionários públicos
municipais e fornecedores não receberão seus salários.
Quando o problema
será finalmente resolvido? Há quem fale em intervenção da Justiça… O
assunto foi o destaque do Programa Jota Silva desta Quarta-feira (28). A população aguarda o desfecho da estória…
Ismael Alves
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Comentários
Postar um comentário