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Do G1 PE
No Recife, no último fim de semana, a movimentação nos ônibus foi maior
do que o habitual. No sábado (31), houve o jogo clássico do Santa Cruz
contra o Sport, no estádio do Arruda, na Zona Norte da cidade. Já no
domingo (1º), houve jogo do Náutico contra o Salgueiro, na Arena
Pernambuco, e o bloco carnavalesco Virgens Abraça Brasil, em Olinda.
Durante os dois dias, duzentos ônibus foram depredados.
De acordo com o superintendente de bilhetagem da Urbana-PE, Pedro Luiz
Ferreira, o impacto dos atos de vandalismo é, primeiramente,
operacional. “As empresas têm uma frota reserva, mas para esse
quantitativo de quebra que ocorreu nessa semana, ela não consegue suprir
a quantidade de ônibus quebrados”, aponta, lembrando que as empresas
também não possuem o material necessário para substituir completamente
os objetos danificados, como janelas, alçapões e parabrisas. “Ficam
faltando, na operação da linhas, alguns ônibus”, afirma.
Ainda segundo Pedro Luiz Ferreira, há policiamento. “A Polícia Militar
coloca carros nos corredores e acompanha as torcidas organizadas, mas a
polícia não está em todos os locais”, pontua, explicando que os atos de
vandalismo são praticados nos locais onde não há a presença da PM.
Ferreira pontua ainda que o prejuízo financeiro é das empresas de
ônibus, mas que a Urbana-PE está preocupada com a segurança dos usuários
de ônibus e dos motoristas e cobradores.
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