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Lamentavelmente chegamos num estágio
bastante crítico, no que diz respeito a imagem de nossos políticos.
Quando se fala em político, muita gente já imagina a figura de alguém
desonesto, que busca benefício próprio em tudo que faz, além de viver
envolvido em falcatruas das mais variadas possíveis.
No meu ver a coisa não é bem assim. Seria uma injustiça generalizar essa
opinião para todos que vivem infiltrados na política brasileira.
Afinal, se alguma coisa ainda funciona no Brasil é porque ainda tem
alguém que faz a coisa certa.
A culpa da imagem do político estar tão desgastada, dar-se pelos
constantes escândalos financeiros que despontam dia após dia. Mau dá
tempo da Justiça apurar um caso de corrupção, já surge outro ainda
maior... A falta de punição severa também termina sendo um "incentivo"
para que os "gabirus" que vivem nos cofres públicos continuem roendo os
bens do povo.
Diante dessa grave temática o cidadão brasileiro passou a desacreditar
naqueles que se dizem dispostos a defender a sociedade e buscar
soluções para os problemas sociais. Relembremos alguns escândalos na
política brasileira:
Mensalão
|
2005
|
R$ 55 milhões
|
|
Operação sanguessuga
|
2006
|
R$ 140 milhões
|
|
Sudam
|
2001
|
R$ 214 milhões
|
|
Operação Navalha
|
2007
|
R$ 610 milhões
|
|
Anões do Orçamento
|
1993
|
R$ 800 milhões
|
|
TRT/SP
|
1999
|
R$ 923 milhões
|
|
Banco Marka
|
1999
|
R$ 1.8 bilhões
|
|
Vampiros da Saúde
|
2004
|
R$ 2.4 bilhões
|
|
Banestado
|
2003
|
R$ 42 bilhões
|
|
Privataria Tucana
|
1997
|
R$ 100 bilhões
|
Como se já não bastasse esse histórico mais sujo do que "pau de
galinheiro", atualmente vivenciamos o hiperbólico desvio da Petrobrás.
Denominado de "petrolão", o esquema criminoso equivale a 33 vezes o
mensalão, gerando um prejuízo de R$ 3,37 bilhões aos cofres
públicos. Acredito que diante dessa vergonhosa realidade, entenda-se o
porque do descrédito com os político brasileiros...
Ontem, Terça-feira, 17 de Março, o Congresso aprovou em votação
simbólica, o orçamento de 2015, que prevê grande impacto nas finanças da
União . O projeto original do governo destinava R$ 289 milhões para o
fundo partidário ( o que já é muito ), mas
o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da proposta, achou que era
pouco e ampliou essa
previsão em R$ 578 milhões. Com isso, o valor que será distribuído aos
partidos políticos em 2015 foi fixado em R$ 867 milhões.
Com esse dinheiro daria para se construir oito hospitais do porte do
Pelópidas Silveira, inaugurado no Recife em 2011 pelo ex-governador
Eduardo Campos, ou, 11 hospitais do porte do Mestre Vitalino, inaugurado
pelo ex-governador João Lyra, em Caruaru, no ano passado. Se por ventura esse valor fosse utilizado na construção de Upinhas 24
horas, daria para construir nada menos que 480 unidades de 10 mil metros
quadrados com atendimento ambulatorial e de urgência, com seis
consultórios médicos, três consultórios odontológicos, salas de
vacinação,
nebulização, curativo e de observação.
A injeção de recursos destinados aos partidos não estava prevista no
texto aprovado em dezembro pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). O
repasse inicial estimado às 32 legendas atualmente registradas no país
era de 289,5 milhões de reais. Agora, o valor subiu para 867,5 milhões.
Bem! Mas pelo que se vê, pouco importa o bem estar do povão. Nós quem
deveríamos ser prioridade no Congresso, no Senado e Planalto. O povo
brasileiro está cansado desse tipo de coisa. Já basta o tamanho de nossa
carga tributária, que nos obriga a trabalharmos quase a metade do ano
só para a quitação de impostos... E agora, já que nenhum político tem
estrela na testa pra mostrar quem rouba ou não, ficaremos sujeitos a
PAGAR MAIS CARO para ser roubado.
Ismael Alves
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