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O corpo da cantora e apresentadora do
"Viola, Minha Viola", Inezita Barroso, será velado no Hall Monumental da
Assembleia Legislativa de São Paulo, zona sul da capital, na manhã
desta segunda-feira (9).
Uma das mais antigas e importantes
representantes da cultura de música caipira do Brasil, Inezita morreu
por volta das 22h deste domingo (8).
Inezita estava internada no
Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 19 de fevereiro. Segundo o
hospital, a cantora morreu de insuficiência respiratória aguda.
Há três meses, Inezita havia sofrido uma
queda da cama na casa da filha, em Campos de Jordão. Levada ao
pronto-socorro municipal, ela foi liberada em seguida.
Na última quarta-feira (4), Inezita
havia completado 90 anos de vida. No sábado (7), a TV Cultura exibiu um
programa especial em comemoração aos 90 anos da cantora.
Ela deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos.
O enterro ocorre por volta das 17h no cemitério Gethsêmani, na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo.
MARVADA PINGA
Em cerca de 60 anos de carreira, Inezita Barroso lançou mais de 80 discos.
Como intérprete, sua gravação mais
famosa foi a "Moda da Pinga", dos versos "Co'a marvada pinga é que eu me
atrapaio/ Eu entro na venda e já dô meu taio/ Pego no copo e dali num
saio/ Ali mesmo eu bebo, ali mesmo eu caio/ Só pra carregá é queu dô
trabaio, oi lá!".
De família quatrocentona, proprietária
de fazendas, Inezita enfrentou os parentes para se tornar cantora. Das
viagens de carro, vivenciando de perto os costumes e a música regional,
nasceu também o seu trabalho como folclorista.
Formada em biblioteconomia na USP, ela pesquisou as raízes da cultura brasileira e deu aulas sobre o tema.
Jornal do Commercio
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