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A infecção pelo vírus da dengue causa uma doença de amplo espectro
clínico, incluindo desde formas brandas até quadros graves. Para evitar o
agravamento da infecção é preciso estar atento aos sinais de alarme.
Estes sinais costumam aparecer entre o terceiro e o sétimo dia do início
da doença, quando a febre cede. Nesta fase da infecção podem surgir
sinais e sintomas como vômitos importantes e frequentes, dor abdominal
intensa e contínua, desconforto respiratório, sonolência ou
irritabilidade excessiva e sangramento, entre outros. Em geral, estes
sinais anunciam a perda plasmática.
O vírus da dengue provoca aumento na permeabilidade do endotélio
vascular, ou seja, do espaçamento entre as células da parede dos vasos
sanguíneos. Com isso, ocorre perda de líquido de dentro dos vasos, o que
pode levar o paciente ao choque e à morte. Por isso, apenas a queda
abrupta de plaquetas não norteia a classificação de risco do paciente e a
conduta clínica adequada. É preciso monitorar, também, o hematócrito. O
aumento repentino do hematócrito é um dos sinais de alarme, pois mostra
que o paciente está evoluindo para uma forma grave.
Confira os sinais de alarme:
- dor abdominal intensa e contínua;
- vômitos persistentes;
- hipotensão postural e/ou lipotímia;
- hepatomegalia dolorosa;
- sangramento de mucosa ou hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena);
- sonolência e/ou irritabilidade;
- diminuição da diurese;
- diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia;
- aumento repentino do hematócrito;
- queda abrupta de plaquetas;
- desconforto respiratório.
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