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Na próxima sexta-feira (13) a partir das 17 horas o
Memorial Gravatá será reinaugurado e entregue à população. O espaço histórico
passou por reforma, restauração e modernização, recebendo nova pintura,
retoques necessários e recuperação total do acervo histórico.
A obra foi feita com recursos próprios do município
sob orientação da Secretaria de Turismo. O museu está ganhando painéis
modernos, iluminação adequada, pintura externa e interna e algumas novidades
que só serão vistas na inauguração.
Construído em 1911 pelo então prefeito Joaquim
Didier, o local foi sede da antiga Cadeia Pública até o fim da década de 70. Em
2001 tornou-se o museu na cidade na gestão do saudoso prefeito Sebastião
Martiniano. Catorze anos depois, na gestão de Bruno Martiniano, seu filho, o
Memorial recebeu sua primeira reforma.
A HISTÓRIA
Palco de lutas revolucionárias na década de 1920,
em que tombou o tenente Cleto Campelo. O prédio foi tombado pela Fundação do
Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE) em agosto de 1983. No
ano de 1985, tornou-se a Casa da Cultura e a Biblioteca Pública. Já em 2002,
começou a funcionar o Memorial de Gravatá, com rico acervo de documentos,
fotografias, móveis e objetos, que registram a história da cidade, contando em
detalhes a cultura de uma cidade que é rica em arte e fatos. O prédio, em
estilo português, é imponente e impressiona pela beleza e bom estado de
conservação, sendo uma das mais belas obras arquitetônicas da cidade.
O prédio tem recuo frontal, com as laterais que são
coladas com as edificações vizinhas. A fachada principal tem apenas uma porta
de acesso e quatro janelas com grades de ferro, situadas em cada lado. A
cobertura em duas águas (janelas), em telha central, tem cumeeira paralela à
rua arrematada por platibanda. Neste prédio, existe um marco histórico,
assinalando o local onde tombou, em 1926, o revolucionário Cleto Campelo.
Visitar o Memorial de Gravatá é fazer uma viagem no tempo. Fatos interessantes
como algumas visitas ilustres que a cidade recebeu estão registradas, a exemplo
de Juscelino Kubstechek, que durante a campanha para presidente na década de
1960, discursou em uma das janelas da antiga Rádio Educadora Gravataense.
Padre Cícero hospedou-se no Hotel Jucá na noite do
dia 6 de fevereiro de 1898. Getúlio Vargas esteve na cidade durante a campanha
de 1950 entre outros candidatos como o Brigadeiro Eduardo Gomes, Plínio Salgado
e Agamenon Magalhães. O filme “Parahyba Mulher Macho” foi filmado na cidade e
contou com a presença dos atores Oswaldo Loureiro e Cláudio Marzo, em 1982.
Todos esses fatos estão guardados nas paredes do Memorial.
O fundador Joaquim Didier tem um espaço totalmente
dedicado ao seu trabalho, com fotos de obras realizadas pelo prefeito, a
exemplo do Paço Municipal (Prefeitura), Cadeia Pública (Memorial de Gravatá),
entre outras. Peças raras e de grande valor cultural também, podem ser encontradas
por lá, como o primeiro birô usado na prefeitura e a cadeira usada pelo
primeiro prefeito da cidade, José Gomes Cabral de Andrade.
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