Despedida de Selma do Coco foi marcada por homenagens

POR DANIELA CÂMARA

Em pleno dia das mães, o cortejo do funeral de Dona Selma do Coco é marcado por fortes batidas de pandeiros e tambores nas ladeiras do Guadalupe em Olinda.
O velório da coquista saiu da sede do Clube Vassourinhas no Guadalupe, cidade alta de Olinda. O cortejo, que foi conduzido por artistas, familiares e amigos foi embalado pelos cantos comovidos de suas composições.
Lia de Itamaracá, Ed Carlos, Beth de Oxum, entre outros artistas estiveram presentes, se não tocando, chorando a saudade dela, que era patrimônio vivo da cultura pernambucana.
D. Selma do Coco, nasceu em Vitória de Santo Antão e adotou Olinda como cidade inspiradora, recebendo adiante o título de cidadã olindense.
A cantora estava internada há 29 dias e a família ficou surpresa com o falecimento, porque ela já havia sido transferida para o hospital Miguel Arraes em Paulista e feito a cirurgia de correção da fratura do fêmur, além de ter se recuperado bem de uma infecção urinária.
D. Selma tinha 85 anos e deixou vários netos seguidores do seu legado, a exemplo da percussionista Andreza Karla, que parecia muito abalada com a morte da avó, o percussionista Júnior Andrade que tocava da banda de D. Selma, entre outros.
A compositora viveu uma vida simples e foi uma personagem de grande valor para a música pernambucana, chegando a conquistar prêmios como o Prêmio Sharp, pela música "Minha História", além de ter feito muito sucesso entre os compositores e artistas do movimento Mangue na década de 90. A artista apresentou-se no Abril Pro Rock de 1997, no Itaú Cultural em 1998, quando nesse mesmo ano trouxe o sucesso da música Rolinha para os carnavais do Recife e de Olinda. A música tornou-se um hit para o público pernambucano. Em 1999 apresentou-se no Tom Brasil, ao lado de Zeca Baleiro e da Banda de Pífanos de Caruaru.
Dona Selma do Coco era conhecida por sua voz e gargalhadas que marcavam os compassos das batidas do coco de roda. Ela tinha um forte carisma entre o seu público. Sem dúvida deixa saudade e um legado expressivo para a cultura popular do Estado de Pernambuco.



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