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Por Anderson Bandeira
Da Folha de Pernambuco
No momento em que o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já vê como certa a possibilidade de ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), o que aumentaria as chances de se tornar réu na Operação Lava Jato, nos bastidores da Casa as discussões giram em torno do “pós-Cunha”. Alguns parlamentares, em reserva, já dão como inevitável o possível fastamento do parlamentar diante das denúncias pelo suposto recebimento de propina, delatado pelo lobista Júlio Camargo. Diante disso, pelo menos três nomes vêm ganhando força para substituir o peemedebista no comando do legislativo: o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Miro Teixeira (sem partido-RJ) e Osmar Terra (PMDB-RS).
Pela boa circulação que tem na bancada de oposição, o nome do deputado pernambucano é o mais forte, na avaliação de parlamentares da bancada nordestina. “É o que melhor tem trânsito na oposição. Ele está recebendo convites para participar de reuniões para discutir a possibilidade de assumir a Câmara”, revelou, em reserva, um membro da oposição ao Governo Dilma na Câmara. Crítico ferrenho do Planalto na sua passagem pelo Senado, Vasconcelos tem adotado um tom mais ameno nessa legislatura, chegando inclusive a defender a governabilidade da presidente. A elevação do peemedebista nas hostes governistas poderia acalmar os ânimos entre o Legislativo e Executivo.
De acordo com outra fonte, também em reserva, na Câmara dos deputados já é dado como certo que nesta semana ou na próxima, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, deverá “desembrulhar” o nome de Cunha, denunciando por recebimento de propina ao MPF. “Se o MPF denunciar ao STF e o Supremo aceitar, ele virá réu, e como réu ele perde condições de comandar a Câmara”, considerou. Segundo outra fonte da oposição, as movimentações em torno de nomes para a sucessão de Cunha começaram quando o inquérito foi aberto contra ele e nós últimos 15 dias cresceu com a iminência da denuncia de Janot.
Parlamentares avaliam que Cunha não tema força que demonstra ter, mas sim que o governo que está no “chão”, o que tem dado a ele certo protagonismo. Vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, o pernambucano Raul Jungmann (PPS) avaliou que se o cenário que vem se desenhando se consolidar, apoiará o nome de Jarbas para a presidência da Casa.
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