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“É preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar, de reunir a todos. Eu estou tomando esta liberdade de fazer este pedido porque, caso contrário, podemos entrar numa crise desagradável para o país. Eu sei que os brasileiros não contam com isso. Os brasileiros querem que o Brasil continue na trilha do desenvolvimento. É por isso que, mais uma vez, reitero que é preciso pensar no país acima dos partidos, acima do governo e acima de toda e qualquer instituição. Se o país for bem, o povo irá bem. É o apelo que eu faço aos brasileiros e ao Congresso Nacional”.
Com essas palavras, ditas na última quarta-feira (5) e reprisadas na data de hoje, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) deu a entender que está mesmo se preparando para a eventualidade de substituir Dilma Rousseff na presidência da República.
Ela não está conspirando e nem sendo infiel à atual presidente. Mas tem o perfil um pouco melhor que o de Itamar Franco, que sucedeu Collor em 1992.
Collor era honestíssimo no trato com a coisa pública, mas tinha o pavio curtíssimo. Era estouvado e se irritava como qualquer contrariedade.
Michel, ao contrário dele, tem o perfil de um político conciliador. Além de ser de São Paulo, o que o ajudaria bastante a sustentar-se no cargo, tem amplas condições de fazer um governo de “união nacional” até 2018, quando serão realizadas novas eleições.
Hoje (6), em Brasília, a tese do “impeachment” voltou com toda intensidade, sendo que a proposta do PSDB, verbalizada pelo líder no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), é a antecipação das eleições.
Ele não crê que o vice-presidente tenha condições objetivas de superar a crise política que o Brasil está atravessando.
Blog do Inaldo Sampaio
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