Chã Grande entre os 32 municípios de Pernambuco que dão tratamento adequado ao lixo




Os principais jornais impressos de Pernambuco, trazem nesta Quarta-feira (16), matéria que revela a destinação do lixo produzido nos municípios. Apenas 32 cidades destinam seus resíduos para aterros sanitários com operação regular. Dos 32 municípios que atendem as normas ambientais, 15 passaram a integrar a lista recentemente.  

A cidade de Chã Grande-PE, localizada na Zona da Mata, começou se adequar às normas de destinação de resíduos sólidos há menos de três anos. A primeira iniciativa do município foi extinguir o lixão, no sítio Palmeiras. O que existia no local foi removido e a área recebeu tratamento de solo, antes de ser reflorestada com 8 mil mudas de árvores. 

A partir daí, o todo o lixo produzido passou a ser encaminhado, diariamente, para o aterro sanitário da cidade de Escada. A zona rural de Chã Grande também passou a contar com o serviço de coleta de lixo. É satisfatório saber que Chã Grande está entre os 32 municípios que estão fazendo o "dever de casa". Mérito que não pode deixar de ser atribuído ao prefeito Daniel Alves e todos os demais componentes de sua equipe. 


CONFIRA MATÉRIA DO JORNAL DO COMMERCIO:


Das 184 cidades pernambucanas, apenas 32 destinam seu lixo para aterros sanitários com operação regular, aponta um levantamento divulgado nesta terça-feira (15) pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE). O diagnóstico é lançado um ano após o fim do prazo legal para extinção dos lixões em todo o País, que terminou em agosto de 2014. Mesmo assim, 129 municípios de Pernambuco ainda descartam o lixo sem nenhum controle, enquanto 23 utilizam "aterros controlados", que não atendem todos os requisitos legais. Hoje, existem apenas nove aterros sanitários no Estado, quando o Plano Estadual de Resíduos Sólidos prevê 54.

A boa notícia é que 57,7% dos resíduos sólidos produzidos no Estado são depositados de maneira adequada. Isso porque as maiores cidades do Estado, que mais produzem lixo, já utilizam aterros sanitários. Ainda assim, 4,4 mil toneladas diárias de resíduos são descartados de forma inadequada todos os dias em Pernambuco; o equivalente a 42,3% de todo o lixo produzido.

No final do ano passado, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) vetou uma Lei para ampliar o prazo de extinção dos lixões. Com isso, o Tribunal de Contas promete intensificar a cobrança dos gestores municipais em relação a destinação do lixo. O item já integrava o relatório de prestação de contas das prefeituras desde 2013 e é um dos fatores que pode levar à rejeição das contas do prefeito, tornando-o inelegível. Além disso, as informações do levantamento do TCE são compartilhadas com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e podem resultar em ações de improbidade administrativa.

Entre o levantamento do ano passado e o atual, 15 cidades passaram a integrar a lista das que dão tratamento adequado ao lixo: Petrolina, Goiana, Itapissuma, Amaraji, Barra de Guabiraba, Chã Grande, Cortês, Escada, Primavera, Ribeirão, Sairé, Araçoiaba, Belo Jardim, Condado e Pombos. Por outro lado, outras seis descuidaram da gestão do aterro e acabaram deixando a lista do TCE: Garanhuns, Caetés, Capoeiras, Correntes, Lagoa do Ouro e São João.

Se mantiveram na lista das cidades que depositam seus lixos em aterros sanitários com situação adequada as cidades de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Abreu e Lima, Arcoverde, Buíque, Cabo de Santo Agostinho, Gameleira, Igarassu, Itamaracá, Moreno, Paulista, Rio Formoso, Sirinhaém, Tamandaré, Barreiros e Petrolândia.



CRÍTICA DO BLOG VISÃO DA GENTE - POR ISMAEL ALVES


Apesar do município ter avançado de forma significativa, no que diz respeito à destinação do lixo que produz, colocando um ponto final no crime ambiental que foi cometido por muitos anos, quando a prefeitura despejava todo lixo no sítio Palmeiras, até 2012, a limpeza urbana ainda vem deixando a desejar. 

Desde 2013 o serviço passou a ser de responsabilidade da empresa V2 Ambiental, vencedora em processo licitatório. Além da limpeza urbana, outros serviços passaram a ser de responsabilidade da mesma, como jardinagem e etc...

Esta empresa nunca prestou seus serviços com maestria. Nunca conseguiu manter um calendário de coleta eficiente. A falta de organização é uma de suas maiores características. Não existe um planejamento,  um cronograma de trabalho que possa ser acompanhado pela população. 

Em várias localidades os meio-fios estão cobertos de mato, por falta de capinação. E sempre foi assim. A sede da empresa não recebe ninguém para reclamações. Não há um número de telefone disponível para a população comunicar falhas na coleta, sugerir, reclamar, elogiar e etc... Não existe comunicação. 

Entende-se que o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Marcelo Ferraz, deveria pressionar a empresa, para que a mesma possa ter um melhor desempenho. A falta de qualidade nos serviços termina refletindo na imagem de Marcelo, que é responsável pela pasta e pretenso concorrente ao cargo de vereador. 

Foto: PMCG

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