Saída política com começo, meio e fim - Por Inaldo Sampaio Coluna Fogo Cruzado – 11 de setembro


A renúncia de Dilma e um governo de união nacional chefiado por Michel Temer ajudaria bastante a esfriar a crise política
Para esfriar a crise política e ajudar o Brasil a buscar meios para superar a crise econômica, a proposta mais correta das muitas que foram feitas até agora é a do deputado Jarbas Vasconcelos: Dilma renunciaria ao mandato e o vice Michel Temer constituiria um governo de união nacional. Isso não seria difícil de ser feito, pois temos o precedente de Itamar Franco ao assumir o governo em 92 em decorrência do “impeachment” de Collor. No entanto, há vários obstáculos a serem transpostos, a saber. Primeiro: convencer a presidente a renunciar por falta de condições políticas para continuar governando. Segundo: convencer o PT a participar do governo de unidade, sabendo-se que o partido se recusou a participar do governo Itamar Franco. Terceiro: dar condições políticas ao vice para afastar do núcleo do governo os peemedebistas investigados pela Operação Lava Jato. Não é uma proposta fácil, mas pelo menos tem começo e fim.
O avanço do “impeachment”
Conforme já explicou FHC, “impeachment” não pode ser bandeira de partido. Ele simplesmente ocorrerá se os requisitos legais se confirmarem. Mas, alheios aos ensinamentos do ex-presidente, parlamentares de seis partidos, entre os quais Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), resolveram empunhar essa bandeira. Se as ruas aderirem à tese, fica difícil para Dilma sustentar-se no cargo. Do contrário, ela vai levando o barco, mesmo com dificuldades.
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