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AE
O PT solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério
Público Eleitoral que abram investigação por supostas irregularidades
nas contas de campanha à Presidência do senador Aécio Neves (PSDB-MG).
De acordo com coordenador jurídico do PT, Flávio Caetano, dentre as
irregularidades identificadas na prestação de contas do tucano “estão
problemas em 2.397 recibos eleitorais, o que representa 78% do total de
recibos apresentados pelo candidato do PSDB a presidente”.
“Nas mais de 80 páginas de detalhamento das irregularidades
encontradas, por uma questão de isonomia, o PT solicita também que a
análise dos erros dos 78% dos recibos eleitorais tenha a participação de
técnicos da Receita Federal, do Tribunal de Contas da União e do
Conselho Federal de Contabilidade. O mesmo foi feito na análise das
contas da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer”, disse o advogado petista,
em nota.
O pedido do advogado petista foi enviado na terça-feira, 27, aos
órgãos judiciais e acontece antes da decisão sobre quem vai conduzir a
ação de impugnação de mandato da presidente Dilma Rousseff. A ação de
impugnação do mandato foi ajuizada pela Coligação Muda Brasil, do
senador Aécio Neves, e pelo PSDB, que questionam vários pontos da
campanha de Dilma, entre eles o pagamento de R$ 16 milhões à gráfica
VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda. para impressão de material
de campanha.
Para o PT, a contabilidade de Aécio “traz lançamentos de receitas não
localizadas no extrato bancário (movimentações sem lastro, com indício
de caixa dois), uso de recursos do Fundo Partidário para repasses
estimados de valores (não previsto no art. 13 da Resolução TSE
23.406/2014), gastos efetuados antes da abertura de contas bancárias do
candidato, ocupantes de cargos públicos no gabinete do Senador Aloysio
Nunes que trabalharam na campanha presidencial, despesas não
contabilizadas, empresas que existiram apenas no período eleitoral e
contratação irregular de funcionários”.
Segundo a defesa petista, entre as supostas irregularidades há um
depósito em dinheiro de R$ 1,2 milhão, efetuado pelo Comitê Financeiro
Nacional, que tem como beneficiário o próprio comitê. “O montante não
está registrado nas planilhas entregues ao TSE, um indício de que o
candidato mantinha em espécie valores superiores ao permitido pela
legislação eleitoral”, diz a nota.
No mesmo dia do depósito de R$ 1,2 milhão, de acordo com a defesa
petista, há um depósito realizado pelo senador Tasso Jereissati
(PSDB-CE) no valor de R$ 1,2 milhão. “A transação indica a ocorrência de
omissão de informação juridicamente relevante, o que, em tese, pode
ensejar crime de falsidade ideológica”, alega Caetano.
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