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A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) manteve decisão
tomada pelos ministros da corte, exigindo que o governo Dilma Rousseff
corrija as pedaladas fiscais. Os pareceres técnicos, obtidos pelo jornal
"O Estado de S. Paulo", negam, portanto, o recurso impetrado pelo
governo em abril, mas permitem que a equipe econômica entregue, em 30
dias, um cronograma de correção das pedaladas.
A forma de pagamento das pedaladas é decisiva para o resultado das
contas públicas em 2015 e nos próximos anos. Se o governo optar por
pagar tudo de uma vez até dezembro, o deficit fiscal poderá chegar a R$
117,9 bilhões, uma vez que o total de pedaladas é da ordem de R$ 55
bilhões neste momento.
No entanto, se seguir um cronograma de pagamento parcelado, o
resultado será "menos pior" em 2015, mas a correção das pedaladas vai
contaminar as contas federais de 2016 em diante, dificultando ainda mais
o ajuste fiscal.
O parecer técnico ainda terá que ser analisado pelo ministro Vital do
Rêgo antes de ser levado a plenário. Antes dessa decisão, ele também
ouvirá o Ministério Público de Contas (MPC) sobre o recurso do governo. O
ministro quer levar seu voto ao plenário ainda neste mês.
Depois dessa análise do recurso do governo pelos ministros do TCU, a
corte ainda vai decidir sobre a responsabilidade de cada uma das 17
autoridades do governo, entre elas o presidente do Banco Central,
Alexandre Tombini, os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e os
presidentes da Petrobras, Aldemir Bendine, e do BNDES, Luciano Coutinho,
além do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do ex-secretário do
Tesouro Nacional, Arno Augustin. Entre as penas, o TCU pode aplicar
multas financeiras e também a inabilitação para a administração pública.
As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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