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Blog do Inaldo Sampaio
A comissão especial instituída pela OAB para opinar sobre os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff
chegou à conclusão na última sexta-feira (27) de que as chamadas
“pedaladas fiscais” não são motivo para afastamento da presidente da
República porque o fato ocorreu em 2014, antes, portanto, do início do
atual mandato.
Além disso, acrescenta, o acórdão do TCU pela rejeição das contas é
apenas uma recomendação ao Congresso Nacional, que ainda não se
pronunciou sobre a matéria. Foram três votos contra o impeachment e dois
a favor.
Na próxima quarta-feira, dia 2, o Conselho Federal vai reunir-se em Brasília para analisar o documento da comissão especial.
De acordo com o relatório, por mais importante que seja o acórdão do
TCU, recomendando a rejeição das contas, ele “não é bastante para firmar
um juízo definitivo sobre irregularidades administrativas ou de
execução financeira e orçamentária, a ponto de sustentar, autonomamente,
a recepção de um pedido de impeachment, sem a aprovação do parecer pelo
Congresso Nacional”.
De acordo com o presidente da entidade, Marcus Vinicius Furtado
Coêlho, “a sociedade espera que a OAB tenha uma posição fundamentada
sobre o impeachment da presidente. De forma técnica e imparcial, a OAB
vai adotar uma posição e divulgá-la à nação. A Constituição prevê o
impeachment e apresenta seus requisitos. O plenário da OAB irá dizer se
estão ou não presentes tais pressupostos”
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