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Da Folha de S.Paulo – Felipe Bachtold e Marcelo Toledo
Após
o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ter deflagrado o impeachment contra a
presidente Dilma Rousseff na quarta-feira (2), a maioria dos
governadores ouvidos pela Folha manifestou apoio à petista, mas uma
parte expressiva ainda tenta se manter distante do processo, sem
declarar posição.
Entre
os 27 governadores, ao menos 15 são contrários à abertura do processo,
nove preferem não se manifestar de modo incisivo e apenas um é favorável
ao afastamento da presidente – Pedro Taques (PSDB), do Mato Grosso.
Outros dois (de RO e RR) não responderam à reportagem.
É no Nordeste que Dilma conta com mais apoio. Oito dos nove chefes do Executivo da região assinaram uma carta na quinta (3) em repúdio à abertura do processo. O Nordeste foi a maior base de Dilma tanto nas eleições de 2010 quanto em 2014.
Por enquanto, até mesmo governadores tucanos preferem manter distanciamento da crise em Brasília.
Beto
Richa (PSDB), do Paraná, disse que, hoje, "ninguém é a favor ou tem o
prazer de defender o afastamento" de Dilma. "Até porque somos
democráticos e respeitamos os resultados das urnas." Reinaldo Azambuja
(PSDB), do Mato Grosso do Sul, diz que aguardará encontro com colegas de
partido para abordar o assunto publicamente.
Embora
cauteloso, o paulista Geraldo Alckmin (PSDB) tem subido o tom com
relação ao afastamento da presidente. O tucano tem ressaltado que é
preciso seguir o rito legal, mas salienta que "impeachment não é golpe".
Aos
aliados no Congresso, o governador tem reclamado da postura do senador
Aécio Neves (MG), presidente nacional do partido, rival interno do
paulista na corrida pela candidatura ao Planalto em 2018 e defensor do
impeachment. Alckmin manifesta irritação com o fato de que Aécio não
consulta correligionários antes de se posicionar.
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