Internauta repudia falta de médico no hospital de Chã Grande. Três meses ainda não deu, prefeito?

Imagem extraída do Facebook e publicada com autorização do autor.

O ano de 2016 foi marcado pelas eleições municipais em todo o Brasil. Por sua vez, as eleições foram marcadas pelo acaloramento da disputa pelos Poderes Legislativo e Executivo. Em Chã Grande-PE, evidentemente, não foi diferente. Tivemos uma campanha eleitoral agressiva. Talvez, a mais agressiva de todos os tempos. Mas, toda essa agressividade que me refiro, onde, víamos muitas pessoas usarem a internet para atacar e  denegrir a imagem de Daniel e sua equipe, da qual fiz parte e tenho orgulho disso, partiu de verdadeiros incendiários mau intencionados da política.

Um grupo que trabalhava incansavelmente pelo "quanto pior melhor". Uma pressão fora do comum para que a população se voltasse contra aquela gestão municipal e seus componentes. Reuniões aconteciam com único   intuito de mentir, prometer e deteriorar a imagem de Daniel e seu secretariado. Muitos que se dizem políticos inteligentes chegaram até a afirmar que não existe crise, tentando responsabilizar a gestão passada por tudo, mesmo que fosse um atraso de repasse por parte do Governo Federal, por exemplo.

Diante de um cenário que já não era fácil, administrativamente falando, como em qualquer outro município também não é, a população acreditou no "mar de rosas" que foi pregado no período eleitoral e resolveu mudar seu governo. Resultado da democracia. E isso é excelente. Mas, o que estamos vendo desde o início desta nova gestão  é uma verdadeira distorção do que foi prometido ao povo. PSFs que não funcionam desde Janeiro, ambulâncias que foram tiradas das comunidades da Vila de Santa Luzia e Macacos, transporte escolar precário, divisão de um pagamento em dez vezes,  (jamais visto antes) e tantas outras coisas erradas. 

Recentemente, um secretário municipal chegou até a ofender todos que fizeram parte da gestão passada, ao afirmar, no facebook, que o governo anterior foi de "ROUBO e descaso". Aliás, ele não ofendeu somente a honra de uma equipe que deu o suor e o sangue pelo município, mas, também, atingiu gravemente a gramática portuguesa com seu texto pra lá de hebraico.  Já um dia desses, durante a visita de um parlamentar ao Hospital Geral Alfredo Alves de Lima, constatou-se até a falta de esparadrapo! Uma vergonha!

Hoje, Sexta-feira, 17 de Março, um cidadão changrandense (Manoel Félix) usou o facebook para expressar sua revolta diante da falta de médico no hospital. De acordo com o mesmo, aproximadamente 20 pessoas aguardavam por atendimento, mesmo sem uma previsão de quando chegaria um médico. Quando um cidadão chega em um hospital e não encontra um médico para atendê-lo, a sensação de impotência é muito grande. E o pior de tudo é você ter a certeza que está sendo lesado. Deveria ter um médico para atender qualquer pessoa que venha necessitar da saúde pública, principalmente do nosso município. 

Para não me prolongar mais, vou citar apenas dois exemplos que justificam minha linha de pensamento:

1 - Em primeiro lugar,  o prefeito Diogo Alexandre, prometeu nos quatro cantos da cidade, que faria melhor do que a gestão passada . A população acreditou e está esperando...

2 - Somente este ano o Fundo Municipal de Saúde já recebeu um valor superior a meio milhão de reais. Então, como explicar os PSFs fechados? Como explicar a falta de médicos? Como explicar uma envergonhante falta de esparadrapo em um hospital?

Prefeito Diogo, você prometeu muito mais do que isso. Três meses já é tempo de mostrar serviço. Acredite, a população não está afim de ver os postes pintados, apenas. É numa hora dessas que vem a certeza que, em tempos de crise, deve-se priorizar os serviços essenciais. É melhor um médico pronto para atender o povo do que uma banda de 50 mil pra o povo dançar. Sem saúde não existe diversão. Desse jeito já é fazer o povo dançar.

Ismael Alves de Lima


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