- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Ismael Alves
ismaelgravatafm@gmail.com
(81) 99139-7305
Deputado estadual por duas vezes e federal por três, representando o estado de Pernambuco e reeleito em 2014 com expressivos 131.768 votos, Bruno Araújo (PSDB), jamais poderia imaginar que seu declínio na política viria pouco tempo depois de bater panelas contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Opositor do então governo petista, Bruno vociferou discursos coléricos contra o governo Dilma. Cada discurso era recheado de críticas contra as pedaladas fiscais, o aumento do desemprego e tantas outras mazelas que já criaram raízes no país. Bruno ganhou evidência e viu sua popularidade estourar e pular que nem milho de pipoca no fogo; o menino estava estourado...
Depois de protagonizar o voto de n° 342 no Congresso, em 17 de Abril de 2016, decretando o impeachment de Dilma e experimentando todo o foco da mídia nacional e internacional, Bruno Araújo foi nomeado Ministro das Cidades pelo já presidente Michel Temer (PMDB), no mês de Maio do mesmo ano. Porém, poucos dias antes da sua nomeação como Ministro, seu nome já apareceu na lista do "departamento da propina", da empreiteira Odebrecht. "Jujuba", apelido atribuído a Bruno, foi apontado como recebedor de R$ 600 mil sem declarar.
Mas, voltando aos indicadores do Governo Federal, de acordo com pesquisa do IBGE divulgada em 31 de Maio, ao completar um ano de gestão, o governo Temer teve um aumento de desemprego de 23,1%. A gasolina e o diesel também atingiram valores recordes, como também, o valor da conta de energia e a reprovação do próprio Michel Temer, que já beira os 100%, empurrados com as reformas trabalhistas (já em vigor) e previdenciária (na pauta do governo)... Num cenário extremamente delicado e com o PSDB em racha, Bruno Araújo resolveu deixar o Ministério.
Talvez, o que ele não esperasse, era que sua rejeição tivesse maior repercussão do que seu pedido de exoneração. Foi assim que Bruno Araújo despediu-se do Ministério das Cidades, levando na sua bagagem as promessas do "minha casa, minha vida" feitas recentemente aos prefeitos, como ferramenta de barganha e manobra política para 2018, além da rejeição de Temer, que deverá acompanhá-lo por longos e longos dias.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos

Comentários
Postar um comentário