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Ismael Alves
ismaelgravatafm@gmail.com
(81) 99139-7305
Nos últimos anos o país tem enfrentado a pior recessão econômica da sua história. Os meios de comunicação nunca utilizaram tanto a palavra "crise" e por uma simples razão: de fato, ela existe!
Não é a primeira e não será a última crise que iremos atravessar. Contudo, em virtude da grave situação da qual estamos submetidos, já tivemos um recuo em dois anos consecutivos no PIB (Produto Interno Bruto), que apresentou contração de 3,8% em 2015 e 3,6 em 2016.
Os efeitos negativos da economia são sentidos por todas as categorias e classes sociais, afetando os segmentos públicos e privados. Os maiores queixosos da crise são os gestores, inclusive, aqueles que comandam órgãos e poderes públicos. A categoria que mais tem reclamado é a dos prefeitos.
Apesar da insatisfação generalizada das prefeituras, que por sinal, não é nada novo, as eleições de 2016 mudaram muita coisa, como por exemplo, posições. Muitos prefeitos que iniciaram suas gestões em Janeiro deste ano, substituíram completamente o discurso utilizado em 2016.
Naquele momento, na condição de candidatos, muitos utilizaram as dificuldades decorrentes da crise para atingir os gestores que estavam em exercício. Era conveniente atribuir as dificuldades das gestões aos prefeitos daquele momento, isentando a crise de qualquer efeito nas prefeituras. O oportunismo tinha um objetivo: lucrar eleitoralmente.
Passada as eleições de 2016, o número de prefeitos que não conseguiram a reeleição foi recorde em todo país. O início das novas gestões, em Janeiro, também representava a prova dos nove; começava o momento de colocar em prática os discursos teóricos da campanha.
Já ao final do mês de Novembro, quase um ano do início das novas administrações, o cenário encontrado na maioria dos municípios é o mesmo, se não pior. São poucos os prefeitos que se sobressaem. Os recursos continuam diminuindo de forma drástica. Quem fez campanha afirmado que não havia crise, está tomando de goleada, dela.
Políticos que arrotavam que as dificuldades dos anos anteriores não passavam de falta de gestão, hoje são os que mais estão em baixa, apresentando pouco desempenho nesses quase 11 meses de trabalho.
Muitos que afirmavam que não existia crise já são os primeiros que migram até Brasília, mendigando por recursos e já não se importam em falar sobre dificuldade e utilizar a palavra "crise", mesmo que isso seja contraditório.
Muitos que afirmavam que não existia crise já são os primeiros que migram até Brasília, mendigando por recursos e já não se importam em falar sobre dificuldade e utilizar a palavra "crise", mesmo que isso seja contraditório.
A realidade do momento é simples: políticos que subestimaram a crise já se curvam diante dela. A situação ainda é pior para aqueles que, além da crise, já respondem por crimes de corrupção cometidos em suas administrações e não estão atendendo a expectativa exacerbada que criaram na população.
Sobre a crise, como diria Dona Irene, "É pra torar". Sobre a corrupção, como diria o Boris Casoy, "Isso é uma vergonha". Sobre os discursos mentirosos, oportunistas e desconexos da realidade, que visam apenas atingir objetivos longe do benefício coletivo, tira-se uma conclusão: as muralhas do marketing caem quando a verdade aparece.
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