- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Blog da Folha
Embora enfrente resistência dentro do partido, após colocar seu nome para disputar a Presidência da República, o ex-ministro Aldo Rebelo (PSB) cobrou da legenda um posicionamento sobre a candidatura própria. Aldo defende que o PSB assuma o protagonismo político, o que iria, segundo ele, alavancar as postulações nos estados.
Na última segunda-feira (8), o ex-ministro do governo Lula se reuniu, em Brasília, com o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, e entregou a ele uma carta em que pede a candidatura própria. Internamente, no entanto, a movimentação de Aldo é vista com olhos tortos por alas do PSB. Há quem defenda uma aliança com um partido de centro-esquerda e há aqueles que, apesar de serem favoráveis ao nome do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, prefeririam quadros históricos ao invés de Aldo.
De acordo com Aldo Rebelo, o PSB precisa ocupar a agenda estratégica do país, na defesa do nacionalismo e dos direitos do povo. "Essa agenda é um vazio no cenário político. Arraes fez isso nos anos 90, em que ele orientava o PSB a colocar no centro das suas preocupações os interesses do Brasil. Collor tinha acabado de sair e havia essa agenda, a mesma que ocorre hoje. O PCdoB, o PDT, e o PT têm pré-candidatos e o PSB também deveria ter", falou Aldo. Questionado sobre a possibilidade de disputar prévias, caso Joaquim Barbosa aceite o convite feito pelo partido, Aldo disse não discutir hipóteses, mas voltou a destacar que o partido precisa de candidatura própria mesmo que depois venha a fazer uma composição mais ampla.
Também defensor da candidatura própria, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) afirmou, no entanto, que caso Barbosa não se filie ao partido, há outros nomes, como os governadores de Pernambuco e da Paraíba, Paulo Câmara e Ricardo Coutinho, respectivamente, e o ex-deputado federal Beto Albuquerque.
"Respeito a história de Aldo. É um quadro recém chegado, que orgulha o PSB. Defendo a candidatura própria, mas o partido tem dialogado com Joaquim Barbosa. Não havendo negociação, defendo candidatura própria com quadros orgânicos e históricos como Paulo Câmara, Beto Albuquerque e Ricardo Coutinho", opinou o parlamentar.
Segundo um socialista, a postulação de Aldo seria uma jogada de alas de São Paulo que gostariam de criar um ambiente hostil e rachado para evitar que Barbosa queira se filiar.
O grupo seria favorável ao apoio à candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Há outra leitura ainda de a de Aldo poderia beneficiar o ex-presidente Lula. Em novembro, o ex-ministro planejava lançar sua pré-candidatura em Curitiba, no ato de filiação do ex-deputado e ex-presidente do PCdoB do Paraná, Ricardo Gomyde. Carlos Siqueira, no entanto, não participou do evento.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos

Comentários
Postar um comentário