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G1
Por
unanimidade, os três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) votaram nesta quarta-feira (24) em favor de
manter a condenação e ampliar a pena de prisão do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do
triplex em Guarujá (SP).
Em julgamento na sede do tribunal, em Porto Alegre, os
desembargadores se manifestaram em relação ao recurso
apresentado pela defesa de Lula contra a condenação
a 9 anos e 6 meses de prisão determinada pelo juiz federal
Sérgio Moro, relator da Operação Lava Jato na primeira instância, em Curitiba. Lula
se diz inocente.
Os três desembargadores decidiram
ampliar a pena para 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado. O
cumprimento da pena se inicia após o esgotamento de recursos no âmbito do
próprio TRF-4.
Como a decisão foi unânime, o único
recurso no TRF-4 são os chamados embargos de declaração, que não têm poder de
reverter a condenação, mas somente esclarecer ambiguidades, pontos obscuros,
contradições ou omissões no acórdão (documento que oficializa a decisão).
A defesa, no entanto, ainda poderá
tentar inocentar Lula nas instâncias superiores (Superior Tribunal de Justiça e
Supremo Tribunal Federal). Mas, após o julgamento dos embargos no TRF-4, poderá
ser expedida ordem de execução de sentença. Nesse caso, ao recorrer ao STJ e
depois ao STF, Lula já poderá estar preso.
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