[OPINIÃO] Legislativo de Chã Grande deixa a desejar ao silenciar diante de denúncias contra o Executivo

Ismael Alves

Desde o mês de Setembro de 2017, quando os vereadores Sérgio do Sindicato (SD) e Dandão (PSD), denunciaram supostas irregularidades em desfavor do prefeito de Chã Grande-PE, Zona da Mata, Diogo Alexandre (PR), a cidade aguarda uma manifestação oficial do Poder Legislativo. 

Comandada pelo vereador Jorge Luis (PR), sendo, a maioria dos parlamentares apoioiadores ao prefeito, a Câmara de Vereadores demonstra inércia no seu verdadeiro papel de órgão fiscalizador. 

Os vereadores de oposição denunciaram e a bancada de situação reagiu escavacando as contas relativas ao biênio 2013/2014, período que a Casa Paulo Viana de Queiroz esteve sob a presidência de Sérgio do Sindicato. Outra ação da bancada de apoio ao prefeito foi cobrar esclarecimentos sobre faltas da vereadora Danielle Alves (PDT), durante a legislatura de 2017.

Todas essas ações são importantes, haja vista, o Poder Legislativo tem autonomia e o dever de fiscalizar. Porém, que essa fiscalização não seja limitada, apenas, aos atos dos parlamentares da oposição, afinal, há uma prefeitura na mira de auditoria do TCE-PE, tendo, como contrapartida, todas as denúncias apresentadas em 2017. 

Que haja fiscalização sobre o próprio Poder Legislativo, como também, sobre o Executivo, afinal, um Poder não deve ser um "puxadinho" do outro. Embora, há parlamentares que venham desempenhando um papel de maneira esforçada, sabe-se que a Câmara não deve limitar-se ao individualismo. 

Uma cidade de pouco mais de 22 mil habitantes precisa ver a atuação de um Poder que custou mais R$ 1,5 milhão durante 2017.

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