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Políticos que estavam fora das prefeituras até 2016, utilizaram como mecanismo de discurso, em cima dos palanques, nas eleições municipais, a não realização de eventos festivos em diversas cidades pernambucanas. É o caso de Chã Grande, Gravatá, Amaraji, Primavera, Pombos, Cumaru e outras dezenas de municípios.
Na tentativa de chegar ao Poder, pregavam aos quatro cantos que, quando os então gestores deixavam de realizar eventos públicos, não passava de falta de gestão ou compromisso com a cultura.
Apesar das tantas declarações dessa natureza, todos eles estavam cientes que, quando uma prefeitura deixava de realizar alguma festividade, era por recomendação do MPPE ou por plena impossibilidade financeira.
Chegado 2018 e com a maioria dos então líderes oposicionistas comandando as prefeituras, percebe-se que, nem só de festas e marketing vive uma cidade. Muitos dos novos gestores preferem investir na realização de grandes festejos, mesmo tendo que sacrificar serviços tão importantes como a saúde e outros...
Em muitos casos a população sofre com falta de médicos, medicamentos e a ausência de serviços indispensáveis. Há prefeitos que deixam de repassar os descontos previdenciários, outros que preferem fechar PSFs, CAPS e até SAMU, acreditando que fazer as festas tradicionais é o suficiente para deixar o povo feliz. Como se não bastasse, alguns até superfaturam ou praticam caixa dois em contratações artísticas.
Quem procede dessa maneira está perdendo popularidade, credibilidade e vai perder na hora de pedir votos para deputados.
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