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Foto: (Arquivo pessoal)
Quem vê o corpo senil do presidente Michel Temer nem se dá conta do peso real que ele tem. A balança acusa o peso normal de um senhor, mas, para quem o apoia, ele parece ter duas toneladas.
Elogiar o governo do emedista torna invariavelmente qualquer pessoa em canalha perante a opinião pública e isto pode ser fatal para quem quer ser candidato este ano a qualquer cargo eletivo.
A relutância em lançar outra pessoa à presidência deve-se ao medo de ser acusado mais à frente se todo o planejamento econômico der errado. Por outro lado, será que vale minguar as chances dos candidatos majoritários apoiados por si em todos os estados somente para entrar numa bola dividida pontuando somente 1% nas pesquisas de opinião?
Para tentar se reeleger, Temer precisará de, no mínimo, nomes competitivos em estados estratégicos. O problema é que a rejeição ao seu nome pode naufragar as pretensões destes nomes, como dar um saco de cimento a alguém que esteja à deriva no alto-mar.
Nesse cenário, o poder da caneta do presidente pode nem surtir efeito, dado que os eleitores nutrirão ódio mortal pelo time dele. Pior ainda, há o risco da presença de Michel no jogo embole mais ainda um centro que não decola e permita a ida ao segundo turno de candidatos ditos extremistas, como Lula e Jair Bolsonaro.
Esquecem-se os principais generais do governo que sozinho é possível ir mais rápido, mas somente em equipe podemos chegar mais longe.
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