Ceasa só garante abastecimento de alimentos por mais um dia

Foto: Internet/Reprodução

JC

O efeito da paralisação dos caminhoneiros, que chegou ao seu quarto dia com mais de 200 trechos de rodovias federais afetados em todo o país, causa preocupação em todos os setores da economia do País. 

O primeiro efeito foi sentido nas bombas de combustíveis, com diversos postos em Pernambuco registrando falta de gasolina e álcool. No Ceasa-PE (Centrais de Abastecimento de Pernambuco), responsável pela distribuição da grande parte do hortifrúti consumido no estado, a previsão é de que após as próximas 24 horas, alguns itens desapareçam das prateleiras.

Segundo o presidente da Ceasa, Gustavo Melo, o centro de abastecimento só estará normalizado nas próximas 24 horas. "Garantimos o abastecimento de alguns produtos por mais um dia. Após esse período, se a greve dos caminhoneiros continuar, haverá um desabastecimento pontual, que seria a falta de alguns alimentos", explicou o presidente se referindo principalmente aos produtos do Vale do São Francisco como manga, uva, goiaba, além da laranja e banana.

 Ainda estava previsto para chegar no início da manhã desta quinta-feira (24), cerca de 35 caminhões de laranja pera e até o momento, apenas dois chegaram.

Gustavo, que também é presidente da Abracen, associação que reúne 23 centros de abastecimento do País, afirmou que a greve dos caminhoneiros pode ter consequências muito graves para a economia. “Ainda estamos fazendo um levantamento mas acredito que a queda no movimento dos Ceasas a nível nacional esteja em torno de 50%, de acordo com a região”, diz Gustavo.
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Aumento nos preços

Os protestos de caminhoneiros nas estradas que dão acesso ao Estado provocaram desabastecimento e alta de preços na Ceasa, o principal centro de distribuição de alimentos do estado.

Gustavo explica que o aumento é normal, a partir do momento em que os produtos vão acabando e o estoque não vai sendo reabastecido. "Por exemplo, o número dos veículos que trazem as frutas e verduras, caiu cerca de 60% nesta semana", contou o presidente da Ceasa-PE.

O JC entrou em contato com o centro de abastecimento e a escassez fez preços de alguns alimentos quadruplicarem. Entre eles a cenoura, que passou de R$2 para R$4, a batata inglesa, que de R$2 foi para R$7 e o quilo do tomate passou de R$ 2 para R$4,50.

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