Canibais de Garanhus são condenados a 210 anos de prisão


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MPPE - Os réus Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Pires da Silveira e Bruna Cristina Oliveira da Silva foram condenados a 210 anos e 10 meses de reclusão, na noite deste sábado (15/12), na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, pelas mortes de Alexandra da Silva Falcão, 20 anos, e Gisele Helena da Silva, 31 anos, ocorridas no município de Garanhuns, no Agreste pernambucano.

O julgamento foi presidido pelo juiz de direito, Ernesto Bezerra Cavalcanti, e teve a participação do promotor de Justiça do Ministério Público de Pernambuco, André Rabelo. O júri teve início às 10h10 da última sexta-feira (14/12) sendo retomando no sábado, às 9h20. O julgamento terminou por volta das 23h10.

Jorge Beltrão Negromonte da Silveira foi condenado a 71 anos de reclusão, sendo: 54 anos de reclusão por duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe; emprego de meio insidioso ou cruel; e uso de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima); e também pelos crimes de ocultação e vilipêndio de cadáver, sendo 9 anos de detenção; furto qualificado, com 5 anos de detenção; e estelionato, com 3 anos de detenção.

A ré Bruna Cristina recebeu a condenação de 71 anos e 10 meses de reclusão, sendo: 54 anos de reclusão por duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe; emprego de meio insidioso ou cruel; e uso de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima); e pelos crimes de ocultação e vilipêndio de cadáver, com 9 anos de detenção; furto qualificado, com 5 anos de detenção; estelionato, com 3 anos de detenção; e também pelo crime de falsa identidade, com 10 meses de detenção. As penas devem ser cumpridas em regime fechado, em presídio determinado a critério de juiz da Execução Penal do Estado.

O julgamento dos acusados de matar duas mulheres e consumir a carne delas em Garanhuns, no Agreste do Estado, no ano de 2012, começou na sexta-feira (14). Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Pires da Silveira e Bruna Cristina Oliveira da Silva foram denunciados pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) por dois homicídios qualificados, vilipêndio, ocultação de cadáver, estelionato e falsidade ideológica e deveriam ter sido julgados no último dia 23 de novembro; naquele dia, a sessão do Tribunal do Júri foi adiada em razão do abandono do plenário pelos advogados das duas rés. A sessão ocorre no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no bairro da Joana Bezerra, no Recife.

Analisamos todo o processo e temos certeza de que as provas são mais do que suficientes para mostrar aos jurados a culpa dos réus. Eles agiram juntos, cada um tinha seu papel na concretização dos crimes e os laudos psiquiátricos demonstram que todos tinham plena consciência de seus atos. Entendemos que o Conselho de Sentença vai acatar, na totalidade, as acusações apresentadas pelo Ministério Público e que os réus serão condenados”, detalhou o promotor de Justiça André Rabelo.

A sessão do Tribunal do Júri foi aberta pelo juiz Ernesto Bezerra Cavalcanti às 9h53, com o registro de presença dos jurados. Após sorteio, o Conselho de Sentença foi composto, com a participação de cinco homens e duas mulheres. Como os relatos de testemunhas foram dispensados, a sessão foi iniciada por volta das 10h, com a ouvida do réu Jorge Negromonte.

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