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Chã Grande | MPPE e sociedade unem esforços no combate à intolerância religiosa contra povos de terreiro
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Foto: Internet/Reprodução
(81) 99139-7305
MPPE - A
ameaça da intolerância religiosa foi o tema central dos debates de audiência
pública promovida, na manhã de segunda-feira (7), pela Promotoria de Justiça de
Chã Grande. Representantes do poder público e da sociedade compareceram para
apresentar medidas voltadas à repressão de atos criminosos contra locais de
culto, em especial terreiros de religiões de matriz africana.
“A audiência
pública foi importante para ouvir a sociedade civil, especialistas, estudiosos
e pesquisadores sobre o desrespeito às práticas religiosas; e ainda teve um
caráter pedagógico e preventivo, deixando evidente o papel protetivo do
Ministério Público na defesa da cidadania. Estamos atentos”, ressaltou o
promotor de Justiça Gustavo Dias Kershaw.
Como resultado da audiência, o MPPE
oficiou os representantes das Polícias Civil e Militar para que mantenham-se
atentos, nas suas áreas de atuação, a qualquer ato de intolerância religiosa, a
fim de prevenir sua ocorrência e reprimir os responsáveis, caso venham a
acontecer.
O promotor de Justiça também oficiou à
Vara de Chã Grande reiterando o pedido de medidas cautelares contra um homem
que foi denunciado por ter praticado atos de vandalismo contra um terreiro. O
MPPE requer que ele compareça periodicamente perante a Justiça; seja proibido
de frequentar o entorno do local de culto; seja proibido de ausentar-se da
Comarca; e que seja compelido a recolher à sua casa no período noturno e dias
de folga.
“As falas dos
convidados e convidadas a debaterem o tema do desrespeito às religiões de
matriz africana foram claras e precisas em identificar o preconceito e o
racismo causadores dessa atitude, que tem consequências legais no âmbito
criminal e cível. A participação da população na audiência foi muito boa”,
destacou a promotora de Justiça Ivana Botelho, que participou da audiência como
integrante do Grupo de Trabalho de Combate ao Racismo do MPPE (GT Racismo).
Programação - a audiência contou com a apresentação
das palestras Religiões negras no Brasil da escravidão à
pós-emancipação,
proferida pela professora Valéria Costa; A proteção constitucional à liberdade de
culto: uma garantia aos povos de terreiro, proferida pela promotora de Justiça Soraya
de Macêdo; Educação
em Direitos Humanos: um caminho necessário para combater a intolerância,
proferida pelo Omó Sangó João Amaro Monteiro da Silva, do terreiro Ogum Maata,
no Recife; e Aspectos criminais da intolerância religiosa, pela
professora Katiene de Santana.
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