Denúncia: Meira afirma que teve candidatura rifada devido negociata milionária envolvendo PSL, PRP e PSB

Foto - Internet/Reprodução


Ismael Alves
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Em entrevista concedida ao Portal de Prefeitura, o Coronel Meira, que tinha planos de concorrer ao cargo de governador de Pernambuco pelo PRP durante as eleições de 2018, denunciou um suposto esquema milionário que tirou-o do páreo. 

De acordo com a reportagem publicada nesta Sexta-feira (15), o mesmo esquema prejudicou o General Heleno Augusto, que na época, seria candidato a vice-presidente de Bolsonaro. Atualmente, o oficial é Ministro da Secretaria-Geral da Presidência. 

O esquema

O suposto esquema denunciado pelo Coronel Meira teria sido firmado entre o presidente estadual do PRP em Pernambuco, Ernesto de Paula, com aval do presidente nacional da sigla, Ovasco Resende e o partido do Governador Paulo Câmara, o PSB. A negociata pela "degola" de Meira teria custado a bagatela de um milhão e meio de reais. Ainda segundo a reportagem, o acordo do PSB seria garantir que Meira não fosse "nada em Pernambuco". 

Na mesa sórdida 

O Coronel Meira afirmou à reportagem que sua "degola política" teria sido orquestrada por um quarteto do qual chamou de "quadrilha", composta pelos seguintes nomes: Gustavo Bebianno, Julian Lemos, Antônio de Rueda e Luciano Bivar, todos do PSL. Meira ainda afirmou que, supostamente, o deputado Bivar teria "arrebatado" um terreno entre a ponte Giratoria e as Torres Gêmeas, no Recife, como pagamento da negociata. 

Meira foi "guilhotinado"

Depois de ter rodado todo o estado em pré-campanha, Meira viu seu plano de disputar o Governo de Pernambuco ser impiedosamente  "esquartejado" pelo PRP, que negou a candidatura ao oficial e coligou com Paulo Câmara. Sem opção, Meira teve que improvisar uma candidatura ao cargo de deputado federal, mas não obteve êxito. 

O esquema nacional

A entrevista de Meira também revelou que o esquema que custou sua cabeça também culminou na degola do General Augusto Heleno. Certo para ser vice na chapa com Bolsonaro, antes da reunião que revelaria a composição para a imprensa, Ovasco Resende teria dito que não daria o partido para Heleno ser vice.

 De acordo com Meira, o vice seria Bivar e tudo já estaria certo, o que depois terminou não se concretizando. Meira ainda falou que houve a cogitação de um valor de três milhões na história, mas que não sabia que o dinheiro fora pago pela cabeça de Heleno. Ainda de acordo a reportagem, Bolsonaro não tomou conhecimento desses casos existentes nos bastidores. 

A reunião que teria negado a candidatura de Heleno como vice-presidente teria acontecido no Hotel Windsor, em Brasília. Meira teria participado da mesma, juntamente com a deputada Bia Kicis (PRP), Paulo Chagas (PRP), Ovasco Resende, Adalberto Monteiro; presidente do PRP em Brasília e o General Augusto Heleno. 

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